segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A guerra chega ao Atlântico Sul

Em pouco tempo o Atlântico Sul virou teatro de operações. Na verdade as primeiras ações de combate da 2ª Guerra Mundial foram travadas nesta área. Em Agosto de 1939 o encouraçado alemão Almirante Graf Spee havia se deslocado para a região com o propósito de atacar unidades navais inglesas. O navio de guerra alemão afundou diversos navios mercantes. Para neutralizar a ameaça o almirantado britânico enviou uma força de destróieres para o Atlântico Sul.
No dia 13 de Dezembro de 1939 foi travada uma batalha feroz no litoral uruguaio entre o vaso de guerra alemão e a força tarefa inglesa, composta pelos cruzadores Camberlain e Exceter e pelos destróieres Ájax e Aquiles. Apesar da inferioridade numérica o Graf Spee levou vantagem sobre os navios ingleses. O Exceter precisou evadir-se, pois além de estar muito danificado seu sistema de combustível e armamento haviam sofrido sérias avarias. O navio alemão refugiou-se no porto de Montevidéu para reparar os seus estragos e avarias. Porém foi dado ao comandante do Graf Spee, capitão de mar e guerra Hans Langsdorf apenas 72 horas para reparar o navio. Como não conseguiu reparar as avarias da nave nestas condições, Langsdorf desembarcou a tripulação e com um grupo reduzido de homens levou o navio há pouco mais de 4 quilômetros da praia e o explodiu morrendo na ação.

Rompendo Relações Diplomáticas

Após o ataque japonês a Pearl Harbor, os americanos intensificaram sua política contra as nações do Eixo. Em 15 de Janeiro de 1942 realizou-se no Rio de Janeiro uma reunião de Ministros de Relações Exteriores das nações americanas. Nesta reunião decidiu-se pelo rompimento de relações diplomáticas com os países do Eixo.
A Alemanha era o 2º parceiro comercial do Brasil. Além disso, vários membros do governo eram simpáticos ao regime nazista. Mas apesar dos contrastes o governo brasileiro acatou a resolução e rompeu as relações diplomáticas com o Eixo no dia 28 de Janeiro de 1942. Com o fim das relações diplomáticas o Brasil se colocou contra os objetivos políticos e estratégicos das potências nazi-fascistas.
Já em fevereiro de 1942 o Eixo viria dar uma resposta agressiva ao governo brasileiro. No dia 15 de Fevereiro o navio Buarque sob o comando do capitão J.J. de Moura é torpedeado no Golfo do México, três dias depois o Olinda também é torpedeado. Ambos afundados pelo U-432.
O submarino italiano Da Vinci sob o comando do Capitão Luigi Cattani afundou o navio Cabedello no dia 25 de Fevereiro de 1942 fazendo 54 vitimas fatais.
Dessa maneira cruel o Eixo respondeu ao Brasil que sua neutralidade não seria mais respeitada. O rompimento de relações diplomáticas seria visto como um ato de guerra, conforme declarara o embaixador alemão ao ministro Oswaldo Aranha, “o rompimento das relações com as potências do Eixo: significaria, indubitavelmente, o estado de guerra latente, acarretando provavelmente ocorrências que equivaleriam à eclosão da guerra efetiva”.

Nenhum comentário: