No período intermediário entre o rompimento de relações diplomáticas e sua declaração de guerra, o Brasil estava numa situação de quase-beligerância com a Alemanha e Itália.
Entre fevereiro e maio de 1942, os submarinos do Eixo torpedearam e afundaram no litoral dos Estados Unidos sete navios brasileiros, além do Buarque e o Olinda pelo U-432. O Arabutã e Floriano pelo U-155 pintados de cinza, que estariam navegando às escuras e sem bandeira, isto é, estariam em situação bastante irregular e comprometedora. O Cairú foi atacado pelo U-94, tendo a morte de 53 pessoas devido ao mau tempo que açoitava o mar e pegou os náufragos. O Parnaíba trazia na popa um canhão de 1200 mm, porém foi torpedeado em 1º de Maio pelo U-162 com 7 vitimas fatais. Ainda no Mês de Maio os navios Comandante Lyra foi afundado pelo submarino italiano Barbarigo próximo a Fernando de Noronha, o Gonçalves Dias também artilhado pelo U-502 no caribe.
Nos meses posteriores outros navios brasileiros viriam a ser torpedeados por submarinos do Eixo. A situação para a marinha mercante brasileira estava muito difícil. E ficaria mais ainda depois que aviões da FAB atacaram submarinos alemães e italianos que se encontravam sob a superfície na costa nordestina.
A Alemanha para revidar a agressão sofrida por seus U-bottes resolveu dar uma dura resposta de retaliação. Logo, os navios de navegação doméstica brasileiros se tornariam alvos da violência armada, feita em nome de uma reação punitiva. Os civis brasileiros pagariam muito caro pela audácia praticada pelos aviões da FAB.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
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